CCIPRA 2026
Tecnologia & Inovação

Tecnologia avança, mas indústria ainda enfrenta barreiras na gestão da corrosão, afirma Abraco

Qualificação profissional, integração de dados e critérios para adoção de novas soluções estarão entre os debates do CCIPRA 2026, em novembro, em Búzios

Assessoria CCIPRA•Comunicação & Imprensa
21 de Setembro de 2026•4 min de leitura
Tecnologia avança, mas indústria ainda enfrenta barreiras na gestão da corrosão, afirma Abraco

Novas tecnologias de inspeção, materiais mais avançados e soluções digitais ampliaram os recursos disponíveis para combater a corrosão e acompanhar a integridade de ativos industriais.

O desafio, agora, vai além do acesso à inovação, passando pela capacidade das empresas de incorporar essas ferramentas às operações com critérios técnicos, profissionais qualificados e dados confiáveis.

O tema estará entre as discussões do CCIPRA 2026, congresso dedicado à corrosão, integridade, pintura e revestimentos anticorrosivos, que será realizado em novembro, em Búzios, no Rio de Janeiro.

Para Carlos Alexandre Martins, vice-presidente da Associação Brasileira de Corrosão (Abraco) e integrante do Comitê Estratégico de Lideranças do CCIPRA 2026, parte das dificuldades enfrentadas pela indústria está justamente nas condições necessárias para levar novas tecnologias ao campo.

“As principais barreiras nem sempre estão na disponibilidade da tecnologia, mas sim nas condições necessárias para que ela seja aplicada de forma segura e eficiente”, afirma Martins.

Segundo o especialista, a indústria ainda enfrenta problemas relacionados com a padronização de requisitos, qualificação profissional, confiabilidade dos dados e integração entre diferentes sistemas.

A modernização ocorre num cenário em que parte das instalações industriais envelhece e os mecanismos de degradação se tornam mais complexos. Ao mesmo tempo, as empresas precisam de elevar a eficiência e o desempenho, atender a requisitos de sustentabilidade e controlar custos.

Neste contexto, Martins defende uma abordagem mais ampla para a corrosão: “Ela precisa de ser tratada como uma questão de engenharia e de gestão do ciclo de vida dos ativos, envolvendo materiais, revestimentos, inspeção, manutenção e operação”.

O envelhecimento das instalações acrescenta outra dificuldade, uma vez que restrições de acesso e períodos menores para paragens de manutenção exigem maior precisão na definição das técnicas de inspeção e monitorização.

A pressão para a redução de custos também pode produzir um efeito contrário ao pretendido quando leva ao adiamento de intervenções necessárias, podendo comprometer a confiabilidade e a segurança dos ativos através de decisões orientadas apenas pelo curto prazo.

O avanço tecnológico muda igualmente o perfil dos especialistas que atuam com corrosão, proteção anticorrosiva e integridade. Conhecer mecanismos de degradação, seleção de materiais e técnicas de inspeção continua a ser essencial, mas a capacidade de trabalhar com dados ganhou um peso acrescido.

“O desafio é transformar os dados obtidos em campo em decisões mais assertivas, mantendo a rastreabilidade e os requisitos de segurança e confiabilidade”, destaca o vice-presidente.

A Abraco, que completa 58 anos em outubro, atua na capacitação e certificação de profissionais e no desenvolvimento de referências técnicas para o setor, pretendendo levar estes temas ao CCIPRA 2026.

Um dos objetivos da participação da Abraco no congresso será aproximar especialistas, empresas, universidades e centros de pesquisa, ampliando a circulação do conhecimento técnico e criando condições para que as experiências discutidas cheguem às operações.

O evento coloca frente a frente fornecedores de tecnologia e profissionais responsáveis por problemas concretos da indústria, permitindo discutir desde requisitos de projeto e operação até inspeção, manutenção, conformidade e desempenho.

Para que o efeito de um congresso técnico ultrapasse os dias de programação, as discussões precisam de chegar às rotinas industriais. Como exemplos, destacam-se o aperfeiçoamento de critérios de especificação, planos de inspeção baseados em risco, indicadores de desempenho e modelos de gestão da integridade apoiados em informações recolhidas no campo.

“O mais importante é dar continuidade a esse conhecimento após o evento, levando as discussões para os projetos, as operações e a manutenção”, avalia Martins.

A expectativa é que o conhecimento partilhado gere novas ações de capacitação, disseminação de boas práticas e maior convergência de critérios, contribuindo para ativos mais íntegros e operações mais seguras.

CCIPRA 2026 • Búzios, RJ

Participe das discussões técnicas presencialmente

Garanta sua presença no maior congresso de corrosão e proteção do Brasil. Oportunidade única de contato com especialistas e grandes marcas.

Fazer Inscrição no Congresso