Corrosão exige decisões para além da manutenção, avalia executivo da AkzoNobel
No CCIPRA 2026, companhia vai apresentar tecnologias voltadas à maior vida útil dos ativos, redução de intervenções e eficiência em ambientes industriais e offshore

Em setores como óleo e gás, mineração, energia e indústria naval, uma paragem para manutenção pode representar uma perda significativa de produção.
Reduzir a frequência dessas intervenções e prolongar a vida útil de estruturas e equipamentos tornou-se parte da equação económica da proteção contra a corrosão.
Para Giuliano Tramontini, gerente comercial LatAm da International, marca da AkzoNobel, a indústria precisa de considerar este problema desde a especificação do ativo, e não apenas quando chega a hora da manutenção.
“Hoje, falar de corrosão é falar de continuidade operacional, segurança, integridade, produtividade e competitividade. As empresas estão cada vez mais pressionadas a fazer os seus ativos durarem mais”, afirma Tramontini.
Essa visão estará no centro da participação da International no CCIPRA 2026, marcado para os dias 11 e 12 de novembro, em Búzios, no Rio de Janeiro.
Segundo o executivo, o mercado procura soluções capazes de reduzir o tempo de paragem, simplificar processos de aplicação, elevar a fiabilidade dos sistemas e oferecer maior previsibilidade em ambientes severos.
O desenvolvimento tecnológico no mercado de revestimentos mudou de direção, focando-se em criar soluções que entreguem mais valor para o ativo como um todo, incluindo tecnologias que aumentam a produtividade da aplicação com menor impacto na operação.
Tramontini sintetiza esta tendência em três pontos fundamentais: mais desempenho, maior vida útil e menor complexidade operacional.
A sustentabilidade também integra esta lógica. Revestimentos mais duráveis podem reduzir o consumo de materiais, as intervenções de manutenção e a emissão de compostos orgânicos voláteis (VOC).
No CCIPRA 2026, a International pretende apresentar tecnologias como o Chartek ONE, uma solução de proteção passiva contra o fogo que não necessita de malha e permite uma aplicação em demão única.
Outro destaque será o Intershield 6003, um revestimento desenvolvido localmente com tecnologia de nanopartículas funcionais, que oferece elevada resistência mecânica e flexibilidade em operações offshore.
A participação no congresso coincide com um marco histórico: em 2026, a International completa 100 anos de atuação no Brasil, reforçando a sua trajetória de inovação e adaptação contínua às exigências do mercado.
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