CIT Senai apresenta no CCIPRA 2026 novas tecnologias para prevenção da corrosão
Sensores inteligentes, revestimentos multifuncionais e inteligência artificial estão entre as apostas para ampliar a vida útil e a confiabilidade dos ativos industriais

O CIT Senai levará ao Congresso Internacional de Corrosão, Integridade, Pintura e Revestimentos Anticorrosivos (CCIPRA 2026) projetos e experiências em integridade de ativos, engenharia de superfícies, monitoramento de processos corrosivos e revestimentos funcionais.
A instituição também irá apresentar casos desenvolvidos em parceria com a indústria, com foco no aumento da vida útil de materiais, confiabilidade operacional e sustentabilidade.
O congresso será realizado nos dias 11 e 12 de novembro, em Búzios, no Rio de Janeiro, e reunirá empresas, pesquisadores e especialistas em corrosão e integridade de ativos.
Para Mariana Botelho, coordenadora de Pesquisa do Instituto Senai de Inovação em Engenharia de Superfícies, o encontro deve ajudar a reduzir uma das principais distâncias ainda existentes no setor: a que separa o desenvolvimento de novas soluções de sua aplicação em escala industrial.
A coordenadora, que também integra o Comitê Estratégico de Lideranças do evento, acredita que o congresso pode contribuir justamente para aproximar quem enfrenta os problemas em campo de quem trabalha no desenvolvimento de novas respostas tecnológicas.
“A inovação acontece de forma mais eficiente quando os desafios reais são compartilhados de maneira estruturada entre quem vivencia o problema e quem possui competências para desenvolver soluções”, afirma.
Mariana ressalta que o CIT Senai irá participar do congresso como um agente de conexão entre pesquisa aplicada, desenvolvimento tecnológico e demandas industriais.
“Também pretendemos apresentar casos de sucesso desenvolvidos em parceria com a indústria, demonstrando como a pesquisa aplicada pode gerar impactos concretos em produtividade, confiabilidade operacional e sustentabilidade”, acrescenta.
Parte dos projetos desenvolvidos pelo Instituto Senai de Inovação em Engenharia de Superfícies responde a problemas que se tornaram recorrentes em diferentes segmentos industriais. Mariana destaca a necessidade de aumentar a durabilidade de ativos submetidos a ambientes agressivos, diminuir despesas com manutenção e tornar as operações mais previsíveis.
“Temos observado uma demanda crescente por soluções que permitam monitorar processos corrosivos em tempo real, desenvolver revestimentos com melhor desempenho e ampliar a confiabilidade de componentes críticos”, explica.
Um dos principais desafios é reduzir a distância entre a validação tecnológica em ambiente laboratorial e sua implementação em escala industrial. A adoção de novas tecnologias pode exigir investimentos, adaptações nos processos e uma avaliação clara do retorno esperado.
“Outro ponto importante é o alinhamento entre os prazos da indústria e os ciclos de desenvolvimento tecnológico. Por isso, a aproximação contínua entre empresas, centros de pesquisa e instituições de fomento é fundamental para reduzir riscos, acelerar validações e aumentar a confiança na adoção de soluções inovadoras”, acrescenta a coordenadora.
A integração entre materiais avançados e recursos digitais deverá influenciar a próxima geração de soluções destinadas à prevenção da corrosão e à gestão da integridade. Mariana vê potencial nos revestimentos multifuncionais, que são capazes de reunir proteção anticorrosiva, resistência ao desgaste e propriedades adicionais.
“Tecnologias de monitoramento contínuo, sensores inteligentes e ferramentas de análise de dados também tendem a transformar a forma como avaliamos a integridade de ativos”, projeta.
A modelagem computacional e a inteligência artificial aparecem nesse cenário como recursos capazes de se associar à evolução da engenharia de superfícies para desenvolver alternativas mais ajustadas às particularidades de diferentes aplicações industriais.
Como integrante do Comitê Estratégico de Lideranças do CCIPRA 2026, Mariana defende que essa transformação também esteja presente na programação do congresso. Entre os assuntos que considera relevantes estão a transformação digital aplicada à gestão da corrosão, monitoramento inteligente de ativos, inteligência artificial para manutenção preditiva e novos materiais e revestimentos avançados.
“Além dos aspectos tecnológicos, é fundamental promover debates sobre mecanismos de inovação colaborativa, desenvolvimento de competências e formas de ampliar a conexão entre pesquisa, indústria e mercado”, conclui Mariana Botelho.
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