CCIPRA 2026 aposta em tecnologia aplicada para responder a desafios da indústria
Programação terá inteligência artificial, inovação e experiências de campo entre os destaques; congresso prioriza soluções para problemas atuais de corrosão e integridade de ativos

Transformar inovação em solução aplicável aos problemas da indústria está entre os principais desafios da programação técnica do Congresso Internacional de Corrosão, Integridade, Pintura e Revestimentos Anticorrosivos (CCIPRA 2026). A 7ª edição do evento terá inteligência artificial, novas tecnologias e experiências de campo entre os temas que entram em debate nos dias 11 e 12 de novembro, em Búzios, no Rio de Janeiro.
A proposta, segundo o coordenador técnico do CCIPRA 2026, Joaquim Quintela, é concentrar a programação em questões que fazem parte da rotina dos profissionais de corrosão e integridade de ativos. O congresso prioriza tecnologias já implantadas, em avaliação no campo ou próximas dessa etapa.
“Um dos mais importantes desafios do CCIPRA é promover a implantação de novas tecnologias”, afirma Quintela.
A discussão sobre inovação terá como uma das provocações a pergunta: é mais fácil inventar ou implantar? O tema parte de um problema identificado pela organização do congresso. Uma tecnologia tecnicamente promissora nem sempre chega com facilidade às operações industriais.
Para Quintela, as barreiras nem sempre estão na própria tecnologia. Questões de gestão, resistência a mudanças, avaliação concentrada nos custos imediatos e dificuldades nos processos de decisão podem retardar a adoção de novas soluções.
“Quando a empresa tem visão empreendedora, o caminho, mesmo difícil, fica mais curto”, diz.
A inteligência artificial também terá destaque na programação. Pelo menos duas palestras devem abordar aplicações de IA relacionadas à corrosão e à integridade de ativos. O conteúdo integra uma programação que busca acompanhar mudanças tecnológicas sem perder o vínculo com os problemas atuais da indústria. Inspeção, manutenção, proteção anticorrosiva e integridade estrutural estão entre as áreas contempladas.
“O que buscamos é trazer temas atuais, voltados para os problemas diários dos profissionais envolvidos com corrosão e integridade estrutural”, ressalta o coordenador.
Entre os destaques anunciados está a palestra de abertura com Alberto Kuba, presidente da multinacional WEG. A programação também terá discussões sobre os desafios da implantação de tecnologias, inovação e um podcast com profissionais que fazem parte da história do setor de corrosão.
A definição da programação segue uma lógica própria. O CCIPRA não realiza uma chamada aberta de trabalhos. O Comitê Técnico identifica temas atuais, desafios e problemas da indústria e, a partir deles, seleciona profissionais capazes de apresentar experiências e possíveis soluções.
A escolha não se restringe a palestrantes já conhecidos. Profissionais com experiência prática também encontram espaço, mesmo quando possuem pouca trajetória em apresentações em congressos.
“Buscamos palestras que abordem temas atuais, desafios e problemas com soluções práticas. Também queremos dar oportunidade a profissionais de todos os níveis, inclusive àqueles que ainda não têm experiência como palestrantes, mas acumulam conhecimento na solução de problemas da nossa área”, explica Quintela.
A estratégia também procura aproximar pesquisa e aplicação industrial. Segundo o coordenador técnico, o congresso privilegia estudos com possibilidade concreta de implantação. Isso inclui tecnologias que já chegaram às operações, soluções em fase de aprendizado no campo e pesquisas em estágio final de laboratório que já contam com testes em condições reais.
A troca técnica também ocorre fora das palestras. Engenheiros, especialistas e outros profissionais encontram no congresso representantes de diferentes áreas da cadeia de corrosão e integridade de ativos. Para Quintela, esse contato permite que o participante confronte os temas apresentados no palco com problemas que enfrenta em sua própria operação.
“Além de tudo o que escutar durante as palestras, o participante terá à disposição profissionais da área, no auditório e nos estandes, que poderão orientá-lo na busca de soluções para problemas do dia a dia”, afirma.
O desafio, segundo o coordenador, é manter a programação conectada a uma indústria que muda rapidamente. Mais do que discutir o futuro de forma abstrata, o CCIPRA busca colocar em pauta problemas que já exigem decisões de empresas e profissionais.
“As áreas de corrosão e integridade são muito dinâmicas. Estamos preocupados com os problemas de 2026 e dos próximos anos”, afirma Quintela.
O CCIPRA 2026 ocorre nos dias 11 e 12 de novembro, no Hotel Atlântico Búzios. Além da programação técnica, o congresso reúne empresas, especialistas e profissionais ligados à corrosão, integridade de ativos, inspeção, manutenção, pintura industrial e proteção anticorrosiva.
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